Mais uma breve voz se cala
Voz senda que sempre lutava por justiça
E agora... No fundo dos olhos espantados, tudo está perdido
Na fugitiva sombra... Do fogo na tenda... Da mala
No fundo terroso, duro do baú
Escondido no rosto furioso e vingativo do guarda-roupa.
Mais alguns séculos... Mais alguns olhos se fecharam
Que viram o espanto do passado, que não queriam ver
Chorando feridas quando deveriam esquecer
Mas o assovio da nanica lágrima... Escondeu
A dor de um coração carregado de tantas dores.
Mais um nome carregado de temor... Em seus seios se perdeu
Enterrado, repousado, em um grande cemitério
A sete palmos de um honroso sangue do céu
Nas portas resfriadas do império.
Carlos Matos
Paz, amor, amizade, compaixão, justiça...
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